Projecto Arqueológico na Comuna da Huíla em Cooperação com o ISCED-Huíla. 

Projecto Arqueológico na Comuna da Huíla em Cooperação com o ISCED-Huíla. 

Numa entrevista realizada segunda-feira, dia 1 de agosto do ano em curso no ISCED-Huíla, os responsáveis pelo projecto, falaram sobre a Arqueologia e a  Botânica.

André Serdouro, é arqueólogo, mestre formado na Universidade do Porto, Portugal, com uma amplitude de projectos de investigação em curso em assuntos africanos.

O que é a Arqueologia?

Arqueologia é a ciência que estuda vestígios materiais da presença humana, sejam estes antigos ou recentes, visando compreender os mais diversos aspectos da humanidade. Ou seja, a arqueologia procura investigar os indícios ou vestígios de civilizações e culturas passadas.

O termo tem origem grega Arkhé, que significa “início/principio” ou “ordem/organização”, e Logia, que significa, no que lhe concerne, “estudo/ciência”. As investigações arqueológicas têm por objetivo principal fornecer subsídios materiais, com datação temporal precisa, para a reconstrução do passado humano. Por isso essa ciência é tão importante para outras disciplinas, como a história e a antropologia.

Quais são os objetivos do projeto?

O Arqueólogo, explicou  que os objectivos do projecto arqueológico realizado na Comuna da Huíla são: “expandir e criar equipas de arqueologia“; “perceber o contexto histórico da relação portuguesa com as sociedades africanas“;”constar no mapa estações perdidas“; e  “recuperar a informação para colocar em carta arqueológica, física em papel e digital“. A prospeção por não ser um trabalho evasivo, o protocolo deste projecto desenvolvido com esta  instituição (ISCED-Huíla) é benéfico para alguns estudantes  com uma  formação em arqueologia por formas a levarem esta vertente no dia-a-dia.

 No desenvolvimento das actividades o Arqueólogo manifestou-se contente pela interação dos alunos e pela participação activa que têm demonstrado na formação, também a boa cooperação entre as instituições.

A cooperação almeja atingir um impacto muito forte, dar a conhecer o valor patrimonial, mais afetividade por parte da população geral, que haja, mais conexão entre as pessoas e os patrimónios, não estando limitado só em Angola, assim como em todo mundo.